Exmo. Dr. Hermínio Loureiro, Membro da Comissão Política Nacional do PSD e Presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis,
Exmo. Sr. Presidente da Comissão Política Distrital, Dr. Mota Faria,
Srs. Deputados,
Restantes convidados, a todos os presentes,
Muito Boa Noite.
É habitual a família social-democrata de Santa Comba Dão reunir-se no inicio de cada ano. A mensagem, tal como os votos de ano novo, é normalmente de esperança e de optimismo. De confiança, essencialmente.
De alguns anos para cá, os discursos são mais duros. Encerram alertas, avisos. Pedem-se esforços, discutem-se dificuldades. Ainda quando, alguns escamoteavam a realidade. A realidade de um país. A sua. A nossa.
É cada vez mais difícil fazer política. Na sua verdadeira acepção da palavra.
É cada vez mais difícil falar dos políticos.
É cada vez mais difícil falar dos partidos.
Eu, tal como vocês, irrito-me, a ver o telejornal. Eu, tal como todos vocês, fico surpresa com o que ouço. Outras vezes, triste, de facto.
Eu também me enervo. Me revolto. Zango-me.
Fico zangada com aqueles que não nos sabem governar.
Fico zangada com as mentiras que são ditas, vezes demais.
Fico zangada quando não nos defendem. Quando não nos respeitam. A nós, que os elegemos.
Fico zangada quando nos hipotecam o futuro, aos jovens principalmente.
Mas fico ainda mais zangada com os queixumes, com os lamentos. Com a inércia. Com a não participação. Com a não capacidade de reacção. Com a abstenção.
Não podemos ser eternos treinadores de bancada. Principalmente quando temos por direito o poder de votar. Votar em consciência. Votar naqueles que já deram provas que mereciam a nossa confiança.
Domingo, elegemos o Presidente da República.
Domingo, elegemos o Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva.
Elegemos Cavaco porque é fiável. É consistente. É responsável. É íntegro. Não constrói percursos ao sabor do vento. Não se perde em caprichos. Elegemos Cavaco porque conhece bem a realidade portuguesa. Elegemo-lo porque sabe o que quer e sabe para onde vai.
É uma referência de segurança.
Segurança.
Aquilo que mais falta nos faz.
Aquilo que mais precisamos.
Para nós jovens, o futuro é incerto. Oportunidades? Poucas. Expectativas? Ainda menos.
Projectos, só a curto prazo.
A Juventude Social-democrata de Santa Comba Dão tenta remar contra a maré. Hoje já não oferece só ideias. A pouco e pouco vai materializando projectos. Com trabalho, e dedicação, vai tentando defender, dia-a-dia, os interesses e as motivações dos jovens santacombadenses.
Nem sempre é fácil.
Honra-se por se diferenciar de outras juventudes partidárias locais pela educação, seriedade, sentido de ética e responsabilidade.
A JSD não é instrumento de ninguém. Orgulha-se de não usar a política como arma de arremesso tal como lhe ensinaram. Tenta dignificar os bons exemplos de dignidade que tem no seio do seu partido. Mais, segue-os e aprende com eles.
A JSD de Santa Comba Dão quer e anseia marcar presença na realidade local. Exercer uma participação cívica.
Também erra. Também falha.
Mas luta por um único objectivo. Uma única causa: pela sua terra, pelos jovens e pela sua cidade.
Por fim, a Juventude Social - Democrata, fica contente e orgulhosa por ver estar a cumprir-se o sonho do Eng. Lourenço: tornar Santa Comba Dão uma pequena cidade. Mas uma pequena grande cidade.
A ele, o nosso muito obrigado.
Obrigado a todos.
Viva a JSD.
Viva o PSD.
Viva PORTUGAL.
Santa Comba Dão, 21 de Janeiro de 2011