seus fundamentos e prespectivas
No passado dia 5, a Juventude Social-Democrata de Santa Comba Dão promoveu um debate onde se pudesse pensar a arquitectura do poder político, focando aquele onde, por excelência, ganha em proximidade e representatividade: o Poder Local.
As campanhas eleitorais autárquicas testemunham o envolvimento e uma dinâmica diferente que perpassa, muitas vezes, um plano político e/ou estratégico, assumindo uma dimensão simbólica e afectiva na medida em que o que se coloca à discussão são as verdadeiras necessidades e interesses das pessoas.
O encontro de sábado proporcionou uma discussão acesa, salientando o interesse que o tema suscita e a atenção que desperta não só nos jovens como nas pessoas, de uma forma geral. Num primeiro momento, abordaram-se as competências do autarca, protagonismo assumido pelo Dr. Carlos Marta, Presidente da Câmara Municipal de Tondela, que depois de referir o período de 89-2001 como de ouro para as autarquias, assume as dificuldades que hoje existem e que reflectem a crise vivida actualmente. Ainda na experiência autárquica, o testemunho de António Antunes, enquanto Presidente da Junta de São João de Areias, retratou a realidade das freguesias e o quão importante se assume a estreita relação entre o eleitor e o seu autarca.
Por fim, foi naturalmente abordada a relação do Governo com as autarquias, onde para além de chegar-se mesmo a questionar-se o modelo institucional adoptado, levantando-se várias contendas em relação à possibilidade de um futuro modelo de Regionalização, se abordou a tão falada transferência de competências, o que, obviamente e na opinião de Almeida Henriques, Deputado pelo PSD na Assembleia da República, eleito pelo círculo eleitoral de Viseu, faz sentido, uma vez que são as autarquias quem melhor conhece a realidade das pessoas, mas peremptoriamente só a admite com as devidas verbas correspondentes.
O Eng. João Lourenço encerrou a sessão, o que muito nos honrou, ao dar o seu contributo pessoal, encara o poder local, como o “verdadeiro contra poder”, isto é, aquele que mais legitimado é pelas pessoas, assume real preponderância na luta contra as vicissitudes de um poder cada vez mais centralizado pelos Governos.
5 de Junho de 2010