As dificuldades exigem força.
Muitas vezes, a força exige unidade. Convergência.
Talvez…a tão falada cooperação!
O momento actual pelo qual o país atravessa levou o líder do principal partido da oposição, o Dr. Pedro Passos Coelho, a colocar o interesse nacional acima de qualquer interesse partidário. Dando o primeiro passo, mostrou-se solidário para com o Governo, pois para evitar a bancarrota, é urgente cooperar.
Não foram poucas as vezes em que o nosso Presidente da República falou em cooperação estratégica, pressupondo um entendimento quanto aos objectivos e até quanto aos meios para os atingir. Cooperar exige sempre uma coexistência activa que vai para além das discordâncias e das acções próprias de cada força partidária.
Cooperar não é discordar. Não é denegrir.
Muito menos criticar por criticar.
Cooperar é unir esforços. Agilizar processos. Ajudar. Desbloquear.
Cooperar é contribuir. Mais, trabalhar em conjunto.
Quando na última sessão da Assembleia Municipal, foi pedido à bancada do Partido Socialista, cooperação, tudo isto era visado.
Os últimos anos foram marcados pelo confronto, pelo conflito. Os entraves e as dificuldades parecem ter sido sempre enaltecidos. O elogio é raro.
A crítica destrutiva, um lugar-comum.
O objectivo partidário e eleitoral sobrepõe-se ao verdadeiro interesse local. O que se lamenta, obviamente.
Infelizmente, por cá parece que, estratégica não é a cooperação, mas sim a oposição!
Leandra Cordeiro