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Comunicado da Comissão Politica Concelhia do Partido Social Democrata
Foi com um misto de curiosidade e surpresa, que recebemos mais um Boletim da Comissão Politica do Partido Socialista.
Curiosidade, porque pensámos que, o sempre tão interveniente presidente da Comissão Politica Concelhia, Dr. Leonel Gouveia, teria aprendido alguma coisa com o líder do maior Partido da oposição, que numa atitude de grande dignidade e sentido de Estado, tem colaborado com o Governo na procura de soluções que permitam a Portugal sair do buraco em que ele, Governo, nos meteu.
Surpresa, porque pensámos que o líder local do Partido Socialista, atento à situação difícil do País, não teria disponibilidade para desperdiçar uns largos milhares de euros na edição de mais um boletim, inócuo, dispensável e repetitivo, não seguindo o exemplo do Município que suspendeu o Boletim Municipal, por considerar que não estão reunidas as condições financeiras para o manter. Surpresa, ainda, pelo estilo nada cuidado da escrita, já que, quanto ao conteúdo, nada de novo nos traz, limitando-se a repetir os anteriores.
Não irá, pois, a Comissão Politica Concelhia do PSD, perder tempo a desmentir o que a esmagadora maioria dos Santacombadenses sabe que é mentira, como pensamos que não fará o Presidente da Câmara, já que é muito mais importante canalizar a sua energia para a resolução dos graves problemas que desde 31 de Outubro de 2005, herdou e são uma constante, na Câmara Municipal.
Mais uma vez, o presidente da Comissão Politica Concelhia do PS, dá tiros de canhão nos pés. Que moral tem para acusar o Presidente da Câmara de promover a actualização de taxas e tarifas e aumentar a divida da Câmara, quando o Governo que apoia e representa é o campeão do endividamento externo, é campeão do aumento dos impostos, é campeão do desemprego, é campeão das Parcerias Público-Privadas, é campeã das trapalhadas e é campeão no encerramento de escolas, de centros de saúde, de postos da GNR e de todo o género de serviços públicos, curiosamente, no interior do País.
O Presidente da Comissão Politica Concelhia do PS, como “boy” de um Governo que também é campeão do clientelismo, deveria abster-se de abordar as decisões do Presidente da Câmara relativamente à composição do seu Gabinete de Apoio. Ou será que a sua nomeação para o Governo Civil de Viseu se deveu às excepcionais capacidades que, enquanto professor, desenvolveu?
O Presidente da Comissão Politica Concelhia do PS, está tão preocupado com a situação financeira de Câmara Municipal que não prescinde de receber senhas de presença nas sessões da Assembleia Municipal, que acompanha com extrema atenção lendo o jornal do dia. Nunca ninguém, anteriormente, o havia pedido. Dada a situação difícil que atravessamos, sugerimos ao Dr. Leonel Gouveia e restantes vereadores do PS, que os 68,68€ recebidos por sessão como resultado desse seu “esforço”, sejam entregues a uma Instituição de Solidariedade Social do concelho que lhes dará melhor uso.
Os erros deveriam dar-nos lições para a vida, quando mais não fosse, não tornar a repeti-los mas o Presidente da Comissão Politica Concelhia do PS insiste em cometer, sucessivamente, os mesmos erros demonstrando a pouca capacidade que tem em perceber que há questões acessórias, insignificantes, as quais, quem governa a uma nova forma de fazer política. A calúnia, a maledicência, a crítica destrutiva e baseada em mentiras e falsidades já não convence o cidadão.
É o esforço, a dedicação, o estar próximo da população, ouvindo os seus queixumes e tudo fazer para lhe prestar um verdadeiro serviço público, que fazem os Santacombadenses votar!
É este novo paradigma de fazer política, que o Presidente da Comissão Política Concelhia do PS não entendeu, o que o leva a cometer o mesmo erro várias vezes, não contribuindo em nada para ultrapassar as graves dificuldades que afectam, também, o concelho que tanto almeja governar. É urgente que aprenda esta lição, pois só assim terá condições para a tal se poder candidatar.
Haja, pois, decoro, e alguma vergonha na cara! Santa Comba Dão está a crescer, finalmente, com qualidade, e disso é espelho os elogios tecidos por residentes e visitantes!
Sr. Presidente da Assembleia,
Sr. Presidente da Câmara,
Restantes membros da mesa
Senhores deputados,
Exmo. Público,
A minha intervenção começa hoje, por uma simples e corrente inferência: a coerência parece ser inimiga da política.
Vulgarmente ouvimos na rua que o comportamento dos políticos é incoerente com aquilo que proclamam e que defendem.
Facilmente constatamos a incoerência, principalmente quando se é poder e quando se é oposição.
Uns julgar-se-ão atingidos. Talvez sejam eles os verdadeiros políticos. Outros não. Outros são aqueles que apenas assumiram cargos públicos. Têm a responsabilidade e o dever de optimizar recursos, vencer dificuldades, contornar problemas. Desenvolver. Virados para as pessoas, são elas, como disse um dia um grande político português, o inicio e o fim de todas as coisas. Partindo deste pressuposto, tudo é pensado e feito em função delas. Por elas.
Choca-me, quando por exemplo, na semana passada, um já assumido candidato presidencial diz, no passado, ter-se investido muito no betão e pouco nas pessoas. Ora eu pergunto-me? Então…mas será que é assim tão difícil constatar que investir no “betão”, em infra-estruturas, é investir nas pessoas? Na sua melhoria da qualidade de vida.
Bem…penso eu, deve isto fazer parte do tal jogo político. Mas porque será que o tal jogo político não é limpo. Claro. Directo. Olhos nos olhos. Honesto. Sem subterfúgios nem falsas verdades.
Porque será que os tais políticos têm que começar por dizer às pessoas que aceitam a vontade delas e nomeadamente (para ser clara) o sufrágio nas urnas, se logo a seguir a contestam? Assumem todas as directivas como erradas. Criticam-nas. Julgam o presente sem responsabilizar o passado. Ora, isto no fundo, não será estar a dizer às pessoas que elas estão enganadas e que são elas que não sabem o que consideram ser o melhor rumo, para elas próprias.
Quando falava no início de incoerência, falava também de se continuarem a contestar medidas quando a actualidade e a conjectura só vem dar razão a quem teve coragem de as tomar. Falo agora, senhores deputados, dos Centros Educativos. Tomá-los como e cito “opções totalmente erradas” no fim de sermos confrontados com directivas do governo que prevêem o fecho de escolas com menos de 21 alunos é, para não ser mais dura, e desculpem-me a franqueza, ser-se incoerente.
Não será também ser-se incoerente pedir-se contenção nos investimentos, revelar preocupação com a dívida e depois pedir-se contas do porquê de ainda não estarem em curso projectos que sabem, à partida, que envolvem milhões de euros e elevadíssimos custos para a autarquia?
E já que falo na dívida, Srs. Deputados, aqui também…ficava bem, não ludibriar a verdade. Quando se diz que cada santacombadense deve 2400 euros, estão a enganar os santacombadenses. Pois, a dívida de cada um de nós é muito superior. Ela é igual à de cada português. E, se neste momento, cada português tem uma dívida de 14 000 euros, a culpa pode não ter um único rosto, mas ela não deve morrer solteira! Ela resulta e agrava-se pelo desgoverno socialista que tem tido a responsabilidade do país nos últimos anos.
Para concluir, denoto só…que quando se quer coerência pretende-se coesão, harmonia, congruência, lógica, unanimidade…pois é…será pedir muito…ela está mesmo longe de ser conseguida na política…mesmo quando o que devia prevalecer, era o verdadeiro interesse das terras e das suas gentes.
Santa Comba Dão, 29 de Junho de 2010