Intervenção Assembleia Municipal

Sr. Presidente da Assembleia,

Sr. Presidente da Câmara,

Restantes membros da mesa

Senhores deputados,

Exmo. Público,

A minha intervenção começa hoje, por uma simples e corrente inferência: a coerência parece ser inimiga da política.

Vulgarmente ouvimos na rua que o comportamento dos políticos é incoerente com aquilo que proclamam e que defendem.

Facilmente constatamos a incoerência, principalmente quando se é poder e quando se é oposição.

Uns julgar-se-ão atingidos. Talvez sejam eles os verdadeiros políticos. Outros não. Outros são aqueles que apenas assumiram cargos públicos. Têm a responsabilidade e o dever de optimizar recursos, vencer dificuldades, contornar problemas. Desenvolver. Virados para as pessoas, são elas, como disse um dia um grande político português, o inicio e o fim de todas as coisas. Partindo deste pressuposto, tudo é pensado e feito em função delas. Por elas.

Choca-me, quando por exemplo, na semana passada, um já assumido candidato presidencial diz, no passado, ter-se investido muito no betão e pouco nas pessoas. Ora eu pergunto-me? Então…mas será que é assim tão difícil constatar que investir no “betão”, em infra-estruturas, é investir nas pessoas? Na sua melhoria da qualidade de vida.

Bem…penso eu, deve isto fazer parte do tal jogo político. Mas porque será que o tal jogo político não é limpo. Claro. Directo. Olhos nos olhos. Honesto. Sem subterfúgios nem falsas verdades.

Porque será que os tais políticos têm que começar por dizer às pessoas que aceitam a vontade delas e nomeadamente (para ser clara) o sufrágio nas urnas, se logo a seguir a contestam? Assumem todas as directivas como erradas. Criticam-nas. Julgam o presente sem responsabilizar o passado. Ora, isto no fundo, não será estar a dizer às pessoas que elas estão enganadas e que são elas que não sabem o que consideram ser o melhor rumo, para elas próprias.

Quando falava no início de incoerência, falava também de se continuarem a contestar medidas quando a actualidade e a conjectura só vem dar razão a quem teve coragem de as tomar. Falo agora, senhores deputados, dos Centros Educativos. Tomá-los como e cito “opções totalmente erradas” no fim de sermos confrontados com directivas do governo que prevêem o fecho de escolas com menos de 21 alunos é, para não ser mais dura, e desculpem-me a franqueza, ser-se incoerente.

Não será também ser-se incoerente pedir-se contenção nos investimentos, revelar preocupação com a dívida e depois pedir-se contas do porquê de ainda não estarem em curso projectos que sabem, à partida, que envolvem milhões de euros e elevadíssimos custos para a autarquia?

E já que falo na dívida, Srs. Deputados, aqui também…ficava bem, não ludibriar a verdade. Quando se diz que cada santacombadense deve 2400 euros, estão a enganar os santacombadenses. Pois, a dívida de cada um de nós é muito superior. Ela é igual à de cada português. E, se neste momento, cada português tem uma dívida de 14 000 euros, a culpa pode não ter um único rosto, mas ela não deve morrer solteira! Ela resulta e agrava-se pelo desgoverno socialista que tem tido a responsabilidade do país nos últimos anos.

Para concluir, denoto só…que quando se quer coerência pretende-se coesão, harmonia, congruência, lógica, unanimidade…pois é…será pedir muito…ela está mesmo longe de ser conseguida na política…mesmo quando o que devia prevalecer, era o verdadeiro interesse das terras e das suas gentes.

Santa Comba Dão, 29 de Junho de 2010

Leandra Cordeiro

SECÇÃO : Oposição Estratégica


As dificuldades exigem força.

Muitas vezes, a força exige unidade. Convergência.

Talvez…a tão falada cooperação!


O momento actual pelo qual o país atravessa levou o líder do principal partido da oposição, o Dr. Pedro Passos Coelho, a colocar o interesse nacional acima de qualquer interesse partidário. Dando o primeiro passo, mostrou-se solidário para com o Governo, pois para evitar a bancarrota, é urgente cooperar.

Não foram poucas as vezes em que o nosso Presidente da República falou em cooperação estratégica, pressupondo um entendimento quanto aos objectivos e até quanto aos meios para os atingir. Cooperar exige sempre uma coexistência activa que vai para além das discordâncias e das acções próprias de cada força partidária.

Cooperar não é discordar. Não é denegrir.

Muito menos criticar por criticar.

Cooperar é unir esforços. Agilizar processos. Ajudar. Desbloquear.

Cooperar é contribuir. Mais, trabalhar em conjunto.


Quando na última sessão da Assembleia Municipal, foi pedido à bancada do Partido Socialista, cooperação, tudo isto era visado.

Os últimos anos foram marcados pelo confronto, pelo conflito. Os entraves e as dificuldades parecem ter sido sempre enaltecidos. O elogio é raro.

A crítica destrutiva, um lugar-comum.

O objectivo partidário e eleitoral sobrepõe-se ao verdadeiro interesse local. O que se lamenta, obviamente.


Infelizmente, por cá parece que, estratégica não é a cooperação, mas sim a oposição!


Leandra Cordeiro

SECÇÃO : "O PODER LOCAL"

seus fundamentos e prespectivas

No passado dia 5, a Juventude Social-Democrata de Santa Comba Dão promoveu um debate onde se pudesse pensar a arquitectura do poder político, focando aquele onde, por excelência, ganha em proximidade e representatividade: o Poder Local.

As campanhas eleitorais autárquicas testemunham o envolvimento e uma dinâmica diferente que perpassa, muitas vezes, um plano político e/ou estratégico, assumindo uma dimensão simbólica e afectiva na medida em que o que se coloca à discussão são as verdadeiras necessidades e interesses das pessoas.

O encontro de sábado proporcionou uma discussão acesa, salientando o interesse que o tema suscita e a atenção que desperta não só nos jovens como nas pessoas, de uma forma geral. Num primeiro momento, abordaram-se as competências do autarca, protagonismo assumido pelo Dr. Carlos Marta, Presidente da Câmara Municipal de Tondela, que depois de referir o período de 89-2001 como de ouro para as autarquias, assume as dificuldades que hoje existem e que reflectem a crise vivida actualmente. Ainda na experiência autárquica, o testemunho de António Antunes, enquanto Presidente da Junta de São João de Areias, retratou a realidade das freguesias e o quão importante se assume a estreita relação entre o eleitor e o seu autarca.

Por fim, foi naturalmente abordada a relação do Governo com as autarquias, onde para além de chegar-se mesmo a questionar-se o modelo institucional adoptado, levantando-se várias contendas em relação à possibilidade de um futuro modelo de Regionalização, se abordou a tão falada transferência de competências, o que, obviamente e na opinião de Almeida Henriques, Deputado pelo PSD na Assembleia da República, eleito pelo círculo eleitoral de Viseu, faz sentido, uma vez que são as autarquias quem melhor conhece a realidade das pessoas, mas peremptoriamente só a admite com as devidas verbas correspondentes.

O Eng. João Lourenço encerrou a sessão, o que muito nos honrou, ao dar o seu contributo pessoal, encara o poder local, como o “verdadeiro contra poder”, isto é, aquele que mais legitimado é pelas pessoas, assume real preponderância na luta contra as vicissitudes de um poder cada vez mais centralizado pelos Governos.






































































































5 de Junho de 2010

Intervenção na Assembleia Municipal

Sr. Presidente da Assembleia,

Sr. Presidente da Câmara,

Restantes membros da mesa,

Senhores Deputados,

Exmo Público,

Hoje é a minha primeira intervenção como deputada da Assembleia Municipal e talvez por isso, comece por apresentar-me. Chamo-me Leandra, sou Psicóloga e, normalmente da ficha biográfica também consta a idade. Eu ainda não tenho qualquer problema em dizer a minha. Tenho 25 anos. E talvez, seja ela, a principal razão da minha exposição.

Já disse: Tenho 25 anos. Sou jovem. Sou jovem em Santa Comba Dão. Sou uma jovem do interior do meu país. Trabalho em Viseu e fiquei contente quando o meu distrito me abriu portas e oportunidades.

Gosto destas coisas da política…Desde sempre. Acho que também já não é nenhuma novidade para ninguém. Então…juntando A+B…são-me mais caras as políticas de juventude, como é óbvio.

São lutas minhas. Causas nossas.

Congratulo-me com os órgãos que promovem políticas de juventude. Que as fomentem. Até mais. Que as operacionalizem. Concordo que são mecanismos importantes e que mais que um direito, é um dever manterem-se vivos e ao serviço daqueles para os quais são dirigidos. Até aqui, todos de acordo!

Mas…fico ainda mais contente quando com ou sem órgãos institucionais, conselhos de juventude, vejo que as políticas levadas a cabo pelos nossos governantes levam em consideração as preocupações dos jovens, os seus motivos e interesses.

Ao Governo? Tinha que perguntar….

Onde é que está a coesão nacional?

Onde é que está a igualdade de oportunidades?

Porque é que eu, jovem, tenho que me deslocar para o litoral à procura de melhores oportunidades de trabalho…de maiores oportunidades de formação. O acesso à cultura, ao desporto, será igual para um jovem que vive em Viseu ou outro que viva no Porto? E os custos? O custo da água, do gás, da electricidade, dos transportes…sim, todos sabemos que os custos são elevados para quem, quase, por finca pé, não quer deixar a sua terra e mais, às vezes até tenta fazer alguma coisa por ela. Os exemplos devem vir de cima…sempre ouvi dizer!

Depois…o Poder Local! Que é aqui amplamente discutido! Que tenta, neste caso, a todo o custo vencer as adversidades impostas pelo central e implementar medidas…as ditas políticas…que sejam dirigidas aos jovens. Com os mesmos custos, tentam-se mostrar os ganhos do que é ser jovem no interior de Portugal.

Não me vou sentar, sem antes clarificar o meu discurso. Ele é uma crítica dura e pesada ao Governo Socialista do Eng. Sócrates que, parecendo alhear-se da realidade, das pessoas, de forma prepotente tem centralizado os poderes e os serviços, detendo privilégios e oportunidades mais uma vez para quem vive…para o jovem que vive no litoral, nos grandes centros urbanos. Fechado sobre si próprio, promove novas oportunidades como estandarte, quando num mercado cada vez mais competitivo, onde se exige rigor, competência e qualificação, o que se procuram são verdadeiras oportunidades. Também teve boas políticas na área da juventude…não me vou esquecer…do aumento dos estágios profissionais…mas todos sabemos, que servem muitas vezes para ludibriar a realidade do desemprego e criar-se o ciclo vicioso que conhecemos. Infelizmente!

Mas e para nós? Aqueles. Os jovens que vivem em Santa Comba Dão?

Nós podemos contar com um executivo que nos últimos anos (eu percebo que para incómodo da oposição) fomentou verdadeiras políticas de juventude, envolvendo milhares de jovens em actividades desportivas, dinamizando eventos culturais, criando mais espaços internet, melhorando as redes de comunicação, tomando como primeira preocupação, a educação e tornando-a de excelência, com a criação dos centros escolares (aqui, tão criticados, senhores deputados).

Abrindo o diálogo, encurtou distâncias, falou claro e colocou-se ao serviço dos munícipes com transparência e verdade, o que se prova e demonstra aqui, a cada Assembleia Municipal.

É por tudo isto, que Sr. Presidente da A. M., Sr. Presidente da Câmara, Senhores deputados, Exmo Público e, para terminar, eu acredito que não só serei criança e jovem em Sta Comba Dão, mas confiarei nela para poder continuar a crescer com mais oportunidades e desejar não ter nunca que a abandonar.

Santa Comba Dão, 29 de Abril de 2010

DISTRITAL : Tomada de Posse da Comissão Politica Distrital do PSD

2010-04-22 




com
Telmo Correia (presidente do conselho de jurisdição do PSD),
Fernando Ruas (presidente da mesa da assembleia distrital de Viseu do PSD),
Mota Faria (presidente da comissão política distrital de Viseu do PSD),
José Cesário(presidente da comissão política distrital de Viseu do PSD, cessante),
Pedro Passos Coelho (presidente da comissão política nacional do PSD)